March 14, 2012

“Antes eu era um título de um filme, agora sou a estrela do filme!”. Esse é o gato mais charmoso e absurdamente divertido que já passou pela TV. Com seu jeito aristocrático – e um tanto inglês – de andar e segurar uma piteira (nos episódios mais antigos), a Pantera Cor-de-Rosa sempre conseguia transformar coisas simples em situações engraçadíssimas.
A Pantera começou a carreira na telona: para muitas crianças e adultos com bom senso de humor, os créditos iniciais era uma dos momentos mais esperados dos filmes de Blake Edwards. “A Pantera Cor-de-Rosa”, dirigido por ele, é segundo filme da série de histórias do Inspetor Clouseau, um desastrado policial interpretado por Peter Sellers.
A pantera em questão é o maior diamante do mundo, que é roubado por um misterioso ladrão de jóias. O Inspetor passa o filme inteiro atrás da jóia e do tal gatuno – que, descobriríamos mais tarde, estava bem embaixo de seu (grande) nariz. Já a Pantera que conhecemos é o personagem criado por David DePatie e Friz Freeleng para apresentar o filme. A vinheta que aparece nos créditos iniciais é uma paródia da história: o Inspetor Clouseau (um homem baixote com um nariz quase do tamanho do corpo, muito parecido com Sellers) aparece perseguindo a Pantera, que consegue escapar dos jeitos mais esdrúxulos e engraçados.
Com o sucesso da vinheta, ela foi promovida a estrela. O episódio-piloto, “The Pink Phink”, lançado em 1964, foi o primeiro desenho animado a ganhar um Oscar. Em 1969, a Pantera Cor-de-Rosa ganhou seu próximo show na TV. Quando não é o próprio Clouseau que está em cena aturando as maluquices nonsense da Pantera, é um sujeito muito parecido: um homenzinho narigudo, que faz vários pápeis, dependendo da história.
Em 1984, foi lançada uma nova temporada de desenhos da Pantera – no Brasil, “Os Filhos da Pantera Cor-de-Rosa” – em que ela tinha dois filhos: Pinky e Panky. Em alguns episódios, apareciam também outras panteras coloridas, que ajudavam a protagonista em suas confusões.
Em 1993 surgiram novos desenhos, e… (O QUÊ?!!) a Pantera mostrou a voz! Apesar de já ter falado em dois episódios das antigas temporadas, foi uma mudança polêmica: assim como o Garfield, a Pantera não falava! E, diferente do gato laranja preguiçoso, ela nem mesmo se comunicava por pensamento; somente por gestos, balões desenhados e caras e bocas. E se comunicava muito bem, por sinal. Resultado: muitos fãs decepcionados.
Grande parte da graça do desenho estava aí: no humor sem palavras. Como nos filmes mudos, a Pantera conseguia fazer rir só com as situações absurdas. E pensa que é fácil? Quantos desenhos conseguem se manter sem fala? Para ajudar, o desenho tem uma ótima trilha sonora, quase tão famosa quanto o personagem (tem até em toque de celular!). A famosa musiquinha vem da vinheta para o filme, e foi criada pelo gênio Henry Mancini, ganhador de quatro oscars e 20 grammys.
Via: Projeto Autobahn
Por: Vaquinha