Mococa

Mococa Bons Momentos: E.T. O EXTRATERRESTRE

May 16, 2012



E.T. – O Extraterrestre é sem dúvida o filme mais amado da história do cinema. Foi visto por mais de 240 milhões de pessoas no mundo todo e arrecadou mais de US$700 milhões. É uma obra prima feita para as crianças de todas as idades, que reinou durante 10 anos como o filme mais rentável da indústria cinematográfica. Tornou-se uma febre na época de seu lançamento com inúmeros produtos de consumo dirigidos ao título. Bonequinhos, livros ilustrados, álbuns, pôsteres, a trilha sonora, e até os produtos que foram anunciados no filme também estouraram na vendagem. As bicicletas BMX (usadas por Elliott e seus amigos no filme) tiveram suas vendas aumentadas de forma impressionante, é como se as crianças do mundo todo tivessem que ter uma, mesmo que elas não voassem como a de Elliott.

Steven Spielberg gastou US$ 10,5 milhões para realizar E.T. – O Extraterrestre, o que para os seus padrões foi um orçamento muito baixo, que ele conseguiu manter evitando contratar atores famosos, e concentrando os recursos nos efeitos especiais e contratação de técnicos.

As mensagens de extraterrestres são um pouco longe da vida real, mas a fábula de E.T entra em casa e no coração do público. O roteiro de Melissa Mathison, esposa de Harrison Ford, consegue levar a mesma ingenuidade presente nos clássicos de Disney, além de paralelos de uma mitologia religiosa, essa combinação talvez ajude a explicar seu efeito chocante sobre as platéias.

À primeira vista o alienígena é observado devido à aparência desagradável, porém, à medida que o vemos, passamos a percebê-lo de outra forma, bem diferente de um “Alien” ou um “Predador”, esquecemos sua fealdade e notamos com mais intensidade a ternura e a pureza que o animam. E.T. veio em busca de paz, mesmo que seja uma criatura estranha em um lugar estranho e convivendo com pessoas estranhas ele não veio para iniciar uma guerra interestrelar.

Spielberg nos conduz a um gênero que, desde os seriados dos anos 30 e dos filmes dos anos 50, induzem o espectador a desconfiar do outro, do estrangeiro, que era o invasor em potencial, o inimigo. E.T., ao contrário, é uma fantasia que nos diz para não odiarmos aquilo que não conhecemos, que mesmo diante do desconhecido e da imagem diferente que a criatura tem, podemos conviver juntos e até encontrar semelhanças.

A história do filme começa quando E.T. se perde na floresta na noite em que sua tripulação fazia pesquisas na Terra, então é deixado sozinho num mundo desconhecido, até o momento em que conhece Elliott, um garoto que vive nos ricos pastos dos subúrbios americanos, e se tornam amigos. Elliott e seus irmãos tentam a todo custo escondê-lo da mãe, mas logo E.T. é descoberto e torna-se quase o bichinho de estimação da família, aprendendo os hábitos do dia a dia de uma família de classe média padrão norte-americana.

As cenas da despedida de E.T. e do vôo de bicicleta em frente à Lua, ficarão para sempre na memória de todos, graças aos efeitos visuais e emoção estampada por detrás dos acordes de John Williams.

A primeira metade do filme pode parecer um pouco patética diante de tantas seqüências cômicas e até certo ponto vulgares. Mas como um todo E.T. – O Extraterrestre, não só agrada, como imortaliza em nossa mente sua história, seus personagens e sua música (como sempre um show de John Williams).

Fonte: InfanTv


Por: Vaquinha

Mococa Bons Momentos: RATINHOS QUE MARCARAM NOSSA INFÂNCIA

May 9, 2012



Stuart Little


10 Depois de ser adotado pela família Little, o rato Stuart conquista a todos com seu carisma. Porém, o pequeno precisa lidar com divergências com Snowbell, o gato da família. Criado por E.B. White, o ratinho foi para os cinemas em 1999 e conquistou milhares de fãs.

Dublador: Rodrigo Santoro

Cérebro


9 Essa pequena criatura tem um sonho bem modesto: dominar o mundo! Ele até tem brilhantismo pra isso, mas seu ajudante Pink, sem um pingo de juízo, acaba sempre atrapalhando as coisas. Ele tem a quem puxar, seu criador é o não menos brilhante Steven Spielberg.

Dublador: Hércules Fernando

Ligeirinho


8 Ligeirinho, como seu nome já insinua, é simplesmente o rato mais veloz do mundo! Os pobres gatos vivem cuspindo poeira na tentativa de devorá-lo. Nascido no México, sua marca registrada é o charmoso sombreiro que usa.

Dublador: ?

Fievel


7 Também criado por Spielberg (1986), Fievel recebeu seu nome em homenagem ao avô do diretor. O rato judeu foge da Rússia para os EUA cansado da perseguição dos gatos, mas ao se perder da família, passa por dificuldades também na América.

Dublador: Bruno Miguel

Faro Fino


6 Ele é uma espécie de coadjuvante de luxo, já que seu nome está até no título do programa, ao lado do seu parceiro Olho Vivo. O ratinho multi-funções, entre outras especialidades para combater os vilões, imita até a sirene da policia. Foi criado em 1959 por Hanna e Barbera.

Dublador: Wilson Ribeiro

Danger Mouse


5 Uma mistura de James Bond com Nick Fury, o Danger Mouse é um espertíssimo agente secreto que está sempre pronto para combater o crime junto com seu aliado Barão Silas. O personagem inglês foi criado por Cosgrove em 1981 e suas aventuras até hoje são sucesso.

Dublador: Nelson Batista

Super Mouse


4 Quando se ouve no céu: “Super Mouse seu amigo vai salvá-lo do perigo!”, os gatos que se cuidem, pois esse ratinho com poderes de Superman está pronto pra combater a vilania. Criado por Paul Terry em 1942, o herói é a prova viva que tamanho não é documento.

Dublador: Carlos Marques

Topo Gigio


3 O ratinho italiano Topo Gigio, criado por Maria Perego em 1958, alcançou fama internacional com seu jeito moleque e engraçado de ser. Além de comediante, o ratinho de olhos azuis se destaca por ser um exemplar cantor. No Brasil  fazia dueto com Agildo Ribeiro.

Dublador: ?

Jerry


2 Criado em 1940, por Hanna e Barbera, esse ratinho tem dois objetivos: comer e tornar a vida do gato Tom um inferno. Super ágil, Jerry transforma a casa onde vive numa verdadeira baderna ao protagonizar perseguições eletrizantes, onde leva sempre a melhor.

Dublador: ?

Mickey Mouse


1 Walt Disney deu vida ao Mickey Mouse em 1928, a partir de então o pequeno personagem transformou-se no dono de um dos maiores impérios do mundo. Virou símbolo da Walt Disney Company. Se ele tivesse um super-poder seria transformar em dinheiro tudo que toca.

Dublador: Cleonir dos Santos, Nizo Neto e Sérgio Moreno.


Por: Vaquinha

Mococa Bons Momentos: CARROS QUE MARCARAM NOSSA INFÂNCIA

April 26, 2012



Máquina do Mistério

(Scooby-Doo)


10 Com sua pintura hippie do final dos anos 60, a Máquina do Mistério leva um pouco de cor ao universo sombrio de Scooby-Doo. O furgão psicodélico, que leva os garotos aos lugares mais assustadores, na verdade é do pai de Daphne que patrocina a empresa Mistérios S.A.
Carro dos Flintstones

(Flintstones)


9 Na idade da Pedra Lascada, para se ter um carro resistente só mesmo de…bem…Pedra Lascada. O primeiro automóvel da história, só tem um problema: é impulsionado pelos pés dos passageiros! Imagine o esforço que Fred Flintstone tem que fazer.
ThunderTank

(ThunderCats)


8 Construído pelo mecânico Panthro, o ThunderTank é uma perfeita máquina de combate, composto por diversas armas e capaz de cruzar qualquer tipo de terreno. Em forma felina, o veículo dos ThunderCats impõem respeito só com a aparência.
Ecto-1

(Os Verdadeiros Caça-Fantasmas)


7 Uma velha ambulância cadilaque 1959 precisou receber alguns reparos para auxiliar os Caça Fantasmas em seu trabalho. Cheia de sirenes, luzes e detectores, ela pode parecer até meio bagunçada, mas quando chega não há fantasma que fique em paz.
General Lee

(Os Gatões)


6 O Dodge Charger RT, ano 1969, com a bandeira Confederada e o número 01 estampados, possue um charme todo especial. Com sua buzina que toca as notas iniciais do hino confederado “Dixie”, o General Lee teve as portas soldadas pra agüentar tantos saltos.
DeLoreon

(De Volta Para o Futuro)


5 Criado em 1981, o DeLorean existe na vida real, mas no filme ele foi inventado pelo Dr. Emmett Brown e é capaz de se deslocar no tempo. Quando ele recebe energia em seu reator, atinge 88milhas/h ativando o capacitor para que haja a remoção temporal…o resto você já sabe!
K.I.T.T.

(Super Máquina)


4 K.I.T.T. (Knight Industries Two Thousand) é um veículo Pontiac Trans AM preto com inteligência artificial. O mais rápido carro do mundo é protegido por uma camada molecular que o tornava indestrutível. Possui um seqüencial que acompanha o seu tom de voz, ou seja…o carro fala!
Mach 5

(Speed Racer)


3 O Mach 5 é um carro de corrida equipado com os mais variados acessórios, acionados através de sete botões em seu volante, para superar qualquer obstáculo.  Criado por Pops Racer, ele pode atingir mais de 350Km/h, por isso é tão cobiçado pelos adversários.
Batmóvel

(Batman)


2 Construído sob o chassis de um Ford Futura, o carro do Homem Morcego tinha todas as Bat-maravilhas que você puder imaginar: Batscópio, Bat-câmera, Bat-computador, Bat-cortina de fumaça, Bat-lança-mísseis, tudo pra facilitar a luta do herói contra o crime.
Herbie

(Se Meu Fusca Falasse)


1 Ele não está equipado com nenhuma arma, componente especial ou possuí uma tecnologia avançada, mas Herbie lidera o ranking porque é o único da lista que possui personalidade própria. O simpático fusquinha 1963 é imbatível quando está afim de correr, por isso é objeto de desejo de todos.

Por: Vaquinha

Mococa Bons Momentos: O PEQUENO PRÍNCIPE

April 18, 2012



O grande escritor Antoine de Saint-Exupéry, por meio da sua obra O Pequeno Príncipe, nos mostra como esquecemos valores essenciais tais quais a pureza, o amor e a amizade. Nos ensina que, infelizmente, ao nos tornarmos adultos, esquecemos a criança que um dia fomos. Essa leitura certezamente emocionou a muitos, vamos relembrar um de seus lindos trechos:

O pequeno príncipe atravessou o deserto e encontrou apenas uma flor. Uma flor de três pétalas, uma florzinha insignificante….

- Bom dia – disse o príncipe.

- Bom dia – disse a flor.

- Onde estão os homens? – Perguntou ele educadamente.

A flor, um dia, vira passar uma caravana:

- Os homens? Eu creio que existem seis ou sete. Vi-os faz muito tempo. Mas não se pode nunca saber onde se encontram. O vento os leva. Eles não têm raízes. Eles não gostam das raízes.

-Adeus – disse o principezinho.

-Adeus – disse a flor.

O pequeno príncipe escalou uma grande montanha. As únicas montanhas que conhecera eram os três vulcões que batiam no joelho. O vulcão extinto servia-lhe de tamborete. “De uma montanha tão alta como esta”, pensava ele, “verei todo o planeta e todos os homens…” Mas só viu pedras pontudas, como agulhas.

- Bom dia! – disse ele ao léu.

- Bom dia… bom dia… bom dia… – respondeu o eco.

- Quem és tu? – perguntou o principezinho.

- Quem és tu… quem és tu… quem és tu… – respondeu o eco.

- Sejam meus amigos, eu estou só… – disse ele.

- Estou só… estou só… estou só… – respondeu o eco.

“Que planeta engraçado!”, pensou então. “É completamente seco, pontudo e salgado. E os homens não têm imaginação. Repetem o que a gente diz… No meu planeta eu tinha uma flor; e era sempre ela que falava primeiro.”

Mas aconteceu que o pequeno príncipe, tendo andado muito tempo pelas areias, pelas rochas e pela neve, descobriu, enfim, uma estrada. E as estradas vão todas em direção aos homens.

- Bom dia! – disse ele.

Era um jardim cheio de rosas.

- Bom dia! – disseram as rosas.

Ele as contemplou. Eram todas iguais à sua flor.

- Quem sois? – perguntou ele espantado.

- Somos as rosas – responderam elas.

- Ah! – exclamou o principezinho…

E ele se sentiu profundamente infeliz. Sua flor lhe havia dito que ele era a única de sua espécie em todo o Universo. E eis que havia cinco mil, iguaizinhas, num só jardim!

“Ela teria se envergonhado”, pensou ele, “se visse isto… Começaria a tossir, simularia morrer, para escapar ao ridículo. E eu seria obrigado a fingir que cuidava dela; porque senão, só para me humilhar, ela seria bem capaz de morrer de verdade…”

Depois, refletiu ainda: “Eu me julgava rico por ter uma flor única, e possuo apenas uma rosa comum. Uma rosa e três vulcões que não passam do meu joelho, estando um, talvez, extinto para sempre. Isso não faz de mim um príncipe muito poderoso…”

E, deitado na relva, ele chorou.

E foi então que apareceu a raposa:

- Bom dia – disse a raposa.

- Bom dia – respondeu educadamente o pequeno príncipe, olhando a sua volta, nada viu.

- Eu estou aqui – disse a voz, debaixo da macieira…

- Quem és tu? – Perguntou o principezinho. – Tu és bem bonita…

- Sou uma raposa – disse a raposa.

- Vem brincar comigo – propôs ele. – Estou tão triste…

-Eu não posso brincar contigo – disse a raposa. – Não me cativaram ainda.

- Ah! Desculpa – disse o principezinho.

Mas, após refletir, acrescentou:

- Que quer dizer “cativar”?

- Tu não és daqui – disse a raposa. – Que procuras?

- Procuro os homens – disse o pequeno príncipe. – Que quer dizer “cativar”?

- Os homens – disse a raposa – têm fuzis e caçam. É assustador! Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu procuras galinhas?

- Não – disse o príncipe. – Eu procuro amigos. Que quer dizer “cativar”?

- É algo quase sempre esquecido – disse a raposa. Significa “criar laços”…

- Criar laços?

- Exatamente – disse a raposa. – Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo…

- Começo a compreender – disse o pequeno príncipe. – Existe uma flor… eu creio que ela me cativou…

- É possível – disse a raposa. – Vê-se tanta coisa na Terra…

- Oh! Não foi na Terra – disse o principezinho.

- A raposa pareceu intrigada:

- Num outro planeta?

- Sim.

- Há caçadores nesse planeta?

- Não.

- Que bom! E galinhas?

- Também não.

- Nada é perfeito – suspirou a raposa.


Por: Vaquinha

Mococa Bons Momentos: A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE

April 11, 2012



“Saudações à você, o sortudo, ganhador deste cupom dourado do Sr. Willy Wonka. Apresente este cupom nos portões da fábrica às 10:00 da manhã do primeiro dia de outubro e não se atrase. Você pode trazer com você um membro de sua própria família…apenas um… e mais ninguém. Nos seus sonhos mais malucos, você mal pode imaginar as maravilhosas surpresas que o aguardam.” Qualquer criança sempre sonhou em encontrar vale-brindes nos doces e chocolates em que comem, ainda mais se tal achado fosse um ingresso a um mundo encantado, uma Fábrica de Chocolates.

Baseado no livro “Charlie e a Fábrica de Chocolate”, com adaptação para o cinema do próprio autor Roald Dahl, A Fantástica Fábrica de Chocolate é um conto de fadas para crianças e adultos, recheado de piadas, referências e citações. Quando foi lançado originalmente nos cinemas americanos, a responsável pela sua distribuição foi a Paramount Pictures, porém, todas as exibições posteriores,  seja ela na TV, em vídeo ou nos próprios cinemas, foram realizadas pela Warner Bros.

A direção do até então diretor de documentários feitos para tv, Mel Stuart, possui uma eficácia que o diferencia dos demais, sem cair em clichês baratos do gênero e comprova mais uma vez que está apto a veicular seus trabalhos na telona.

O história tem início quando Willy Wonka, recluso por anos em sua fábrica de chocolate, anuncia que cinco sortudos terão a chance de fazer um tour pelo local e ver de perto os segredos de seus doces maravilhosos. Melhor do que isso: um dos visitantes ganhará suprimentos do chocolate Wonka para toda a vida. Para selecionar os candidatos, cinco bilhetes foram aleatoriamente colocados dentro das embalagens dos chocolates, transformando Wonka numa verdadeira febre mundial. Os chocólatras começaram a procurar desesperadamente os sonhados bilhetes.

Ninguém gostaria desse prêmio mais do que o jovem Charlie Bucket, um entregador de jornais que mora com a mãe e os quatro avós num único cômodo. Sua família é tão pobre que até mesmo comprar uma barra é um sacrifício, quanto mais comprar barras suficientes para encontrar um dos cinco cartões dourados que dão direito à visita.

Charlie e quatro outras crianças conseguem encontrar os “bilhetes dourados”. Cada criança pode levar consigo um acompanhante, e o pobre jovem escolhe seu avô Joe. As outras crianças são odiosas, e cada uma tem um mau hábito característico que desenvolveu ao extremo. Pior do que isso: foram incentivadas a persistir no erro pelos parentes.

A fábrica parece um sonho em cores psicodélicas: um rio de chocolate com cachoeira, árvores, flores, cogumelos… enfim, tudo comestível. Os ajudantes de Wonka são anões de rosto laranja e cabelo verde chamados de Oompa Loompas. A grande decepção das crianças é que Willy Wonka, ao invés de ser um homem benevolente, é uma espécie de pan moderno: imprevisível, encrenqueiro, uma figura manipuladora. As crianças, ao mesmo tempo em que mergulham de cabeça nos seus desejos, pagam um preço por isso, deixando a fábrica com aparência do Jardim do Éden: encantador, mas território da serpente.

E é, na verdade, uma espécie de provação onde a criança só sai vitoriosa se não violar nenhuma das regras impostas por Wonka. Claro que nosso pequeno Charlie sairá vencedor, enquanto as outras crianças amargarão um triste destino sendo “expulsas” da fábrica humilhantemente, enquanto os Oompa Loompas limpam a sujeira.

O filme soa como uma lição de moral com sua mensagem que prega os bons comportamentos. “Se você fizer direitinho a lição ganha um chocolate”. Mas o filme emociona, faz rir e possui um raro senso de limites para seu humor negro. Situações fortes são tratadas com uma leveza incomum. Como bom exemplo disso temos a cena do resgate, onde uma mulher tem seu marido seqüestrado e deve pagar como resgate sua caixa recém adquirida dos famosos chocolates. Quando confrontada sobre a escolha entre o marido e os chocolates pede tempo para pensar.

Via: InfanTv


Por: Vaquinha

Mococa Bons Momentos: O MÁGICO DE OZ

March 28, 2012



Virtualmente uma instituição, O Mágico de Oz é uma grande fantasia musical extraída do clássico infantil de L. Frank Baum, repleto de cores, simbolismo e números musicais inesquecíveis, dessa forma o filme tem um encanto único que jamais será desfeito. Judy Garland sempre será Dorothy, a garotinha transportada por mágica à terra de Oz, tentando voltar pra casa e escapar da bruxa malvada. É difícil imaginar hoje em dia o impacto que este clássico de fantasia deve ter provocado num mundo que escorregava para guerra. Garland se tornou uma lenda aos 16 anos. Bolger, Haley e Lahr foram imortalizados como seus companheiros sofredores.

Acredito que o que transformou O Mágico de Oz num marco da indústria cinematográfica é que tudo nele funciona muito bem e acaba agradando crianças de todas as idades. Suas cores em technicolor no mundo de Oz vibram na tela e trazem mais alegria que o retorno da pequena Dorothy para casa. A canção “Over the Rainbow” é docemente interpretada por Garland numa das cenas mais conhecidas da história do cinema. Ironicamente, esta cena quase foi eliminada porque os executivos acharam que era muito sofisticada para ser entendida por crianças. Todas as qualidades do filme superam a dublagem e alguns efeitos visuais um pouco ultrapassados. O filme é perturbador, excêntrico, fantasmagórico e positivo.

O Mágico de Oz narra a história da garotinha Dorothy que sonha em conhecer um mundo além do arco-íris, onde fadas e bruxas convivessem como num livro. No meio de um tornado seu sonho se torna realidade, sua casa é levada para a Terra de Oz, mas a única coisa que a amedrontada Dorothy quer agora é voltar para casa e segue o caminho das pedras amarelas em busca do mágico que possa ajudá-la a regressar. No caminho encontra um espantalho que quer um cerébro, um homem de lata que quer um coração e um Leão covarde que almeja ser corajoso, todos descobrem que não precisam de nada daquilo, pois as virtudes que têm é muito mais do que imaginavam.

Foram cinco diretores ao todo nas filmagens de O Mágico de Oz, mas Victor Fleming foi único a receber o crédito. Richard Thorpe, veterano autor de filmes “B” foi a primeira escolha da Metro, e com apenas 12 dias de filmagem foi dispensado. Nenhuma das cenas que comandou foi aproveitada na versão final.

George Cukor foi o segundo diretor contratado e ficou menos tempo ainda. Durante três dias ele fez testes para tomadas, saindo para dar lugar a Fleming. Porém, a contribuição de Cukor foi valiosa, pois ele instruiu Judy Garland a não copiar o estilo de Shirley Temple, como queriam inicialmente os produtores, e buscar sua própria forma de interpretar.

Fleming dirigiu a maioria das seqüências, durante os quatro meses seguintes, antes de sair para, novamente, substituir Cukor, desta vez nas filmagens de …E o Vento Levou. Segundo alguns jornais da época, Fleming havia assumido O Mágico de Oz com relutância, tendo aceitado a tarefa apenas para agradar sua filha pequena.

A produção foi dispendiosa e complicada. Foram utilizados quase 70 sets de filmagem com diferentes esquemas de iluminação e padrão de cores, mas tudo valeu a pena, o resultado foi um filme com frases ainda hoje lembradas, cenas até hoje homenageadas e letras até hoje cantadas.

Via: InfanTv


Por: Vaquinha

Mococa Bons Momentos: CASTELO RÁ-TIM-BUM

March 21, 2012



No dia 9 de março de 1994 estreava na Tv Cultura, com direção de Philippe Barcinski e Cao Hamburger, o infantil Castelo Rá-Tim-Bum. Rapidamente o programa tornou-se um dos maiores sucessos da TV Cultura no ramo de séries educativas, foram lançados vários produtos institucionais, como livros, revistas, bonecos dos personagens, peças de teatro e até um filme, todos com o mesmo sucesso do programa.

A História

Nino, um garoto de 300 anos de idade, mora num castelo nos arredores da cidade de São Paulo. Impossibilitado de frequentar a escola por causa da idade, Nino não tem amigos, morando com seu tio Victor (3.000 anos) e Morgana, sua tia avó (6.000 anos).

Através de um feitiço, Nino faz com que as crianças Pedro, Biba e Zequinha, entrem no castelo atrás de uma bola. Os três acabam se tornando amigos de Nino e visitam o castelo em todos os episódios. O doutor Abobrinha é o principal vilão porque quer substituír o terreno do castelo e no lugar construir um prédio de cem andares.

Os Quadros

Apesar dos episódios terem uma história, eles tinham vários quadros, que ajudavam a transmitir conceitos pedagógicos: em um dos quadros, a bruxa Morgana Stradivarius narrava fatos marcantes da história das civilizações ao lado da sua gralha Adelaide; em outro, os bonecos Mau e Godofredo apresentavam enigmas verbais, incitando o uso da língua e do raciocínio lógico.

Em “Tíbio e Perônio”, dois cientistas gêmeos demonstravam princípios científicos. O personagem Telekid, aparecia em “Porque Sim” para responder às questões de Zequinha. As fadas Lana e Lara também tinham um quadro, no qual trabalhavam com enigmas em que as crianças classificavam, comparavam e identificavam visualmente objetos e seres.

O quadro “Marionetes” trazia bonecos que caracterizavam diferentes países; a intenção era mostrar a existência de várias nações com língua e culturas próprias. Em “Dedolândia”, dedos roqueiros ensinavam noções de matemática como soma e conjuntos. Três passarinhos que viviam na árvore do hall do castelo introduziam as crianças diferentes instrumentos musicais no quadro “Instrumentos”.

Em “Lavar as Mãos”, um clipe musicado por Arnaldo Antunes dava noções de higiene. Crianças movimentando seus corpos eram mostradas nos cinco clipes de “Esportistas Mirins”. Em “Bailarinos”, vários ritmos ganhavam coreografias que revelavam a variedade dos movimentos corporais.

No hall do castelo, a cada episódio, havia uma pintura diferente no mesmo lugar. Esse era o mote de “Comentam Quadros”, que mostrava detalhes das obras em questão. “Como Se Faz” mostrava clipes que documentavam o processo de fabricação de vários produtos. O quadro “Mãos Pintadas” mostrava mãos imitando animais.

A personagem Caipora introduzia “Histórias dos Curumins”, que adaptava lendas indígenas. No quadro “Pintor”, quadros iam aparecendo no vídeo em câmera rápida. Um garoto apresentava “Circo”, que mostrava números circenses realizados por crianças. “Cabine”, gravado na rua, trazia crianças intervindo e opinando sobre situações criadas pelo programa.

“Músicos Mirins” trazia grupos musicais, corais, fanfarras e instrumentistas mirins. “Pentagrama” dividia a tela em cinco; em cada parte, bailarinos representam melodias e ritmos. “O Desenhista Mágico” colocava um exercício de percepção visual a partir de um desenho que ia se formando.

Em “Geometria”, uma figura bidimensional transformava-se em tridimensional e, depois, em um objeto do cotidiano, explorando diversas formas geométricas. Para introduzir a linguagem poética, “Poesias Animadas” criava animações de 14 poemas de autores nacionais. Para passar noções de higiene, um rato feito em massa cantava e se lavava no quadro “Ratinho”.

“Músicas do Mundo Todo” tocava a música típica de um país escolhido, ilustrando-a com animação feita a partir de um símbolo visual da nação em questão. “Som dos Quadros” destacava através de sons os elementos mais importantes de quadros famosos. “Bichos” criava animações de animais em diferentes situações.

Ainda no programa apareciam o extraterrestre Etevaldo, a jornalista Penélope, a Caipora, o vilão Dr. Abobrinha, o gato Pintado, a cobra Celeste, Mau, Godofredo, Relógio, Fura-Bolo e as botas Tap e Flap.

Via: InfanTv


Por: Vaquinha

Mococa Bons Momentos: A PANTERA COR-DE-ROSA

March 14, 2012



“Antes eu era um título de um filme, agora sou a estrela do filme!”. Esse é o gato mais charmoso e absurdamente divertido que já passou pela TV. Com seu jeito aristocrático – e um tanto inglês – de andar e segurar uma piteira (nos episódios mais antigos), a Pantera Cor-de-Rosa sempre conseguia transformar coisas simples em situações engraçadíssimas.

A Pantera começou a carreira na telona: para muitas crianças e adultos com bom senso de humor, os créditos iniciais era uma dos momentos mais esperados dos filmes de Blake Edwards. “A Pantera Cor-de-Rosa”, dirigido por ele, é segundo filme da série de histórias do Inspetor Clouseau, um desastrado policial interpretado por Peter Sellers.

A pantera em questão é o maior diamante do mundo, que é roubado por um misterioso ladrão de jóias. O Inspetor passa o filme inteiro atrás da jóia e do tal gatuno – que, descobriríamos mais tarde, estava bem embaixo de seu (grande) nariz. Já a Pantera que conhecemos é o personagem criado por David DePatie e Friz Freeleng para apresentar o filme. A vinheta que aparece nos créditos iniciais é uma paródia da história: o Inspetor Clouseau (um homem baixote com um nariz quase do tamanho do corpo, muito parecido com Sellers) aparece perseguindo a Pantera, que consegue escapar dos jeitos mais esdrúxulos e engraçados.

Com o sucesso da vinheta, ela foi promovida a estrela. O episódio-piloto, “The Pink Phink”, lançado em 1964, foi o primeiro desenho animado a ganhar um Oscar. Em 1969, a Pantera Cor-de-Rosa ganhou seu próximo show na TV. Quando não é o próprio Clouseau que está em cena aturando as maluquices nonsense da Pantera, é um sujeito muito parecido: um homenzinho narigudo, que faz vários pápeis, dependendo da história.

Em 1984, foi lançada uma nova temporada de desenhos da Pantera – no Brasil, “Os Filhos da Pantera Cor-de-Rosa” – em que ela tinha dois filhos: Pinky e Panky. Em alguns episódios, apareciam também outras panteras coloridas, que ajudavam a protagonista em suas confusões.

Em 1993 surgiram novos desenhos, e… (O QUÊ?!!) a Pantera mostrou a voz! Apesar de já ter falado em dois episódios das antigas temporadas, foi uma mudança polêmica: assim como o Garfield, a Pantera não falava! E, diferente do gato laranja preguiçoso, ela nem mesmo se comunicava por pensamento; somente por gestos, balões desenhados e caras e bocas. E se comunicava muito bem, por sinal. Resultado: muitos fãs decepcionados.

Grande parte da graça do desenho estava aí: no humor sem palavras. Como nos filmes mudos, a Pantera conseguia fazer rir só com as situações absurdas. E pensa que é fácil? Quantos desenhos conseguem se manter sem fala? Para ajudar, o desenho tem uma ótima trilha sonora, quase tão famosa quanto o personagem (tem até em toque de celular!). A famosa musiquinha vem da vinheta para o filme, e foi criada pelo gênio Henry Mancini, ganhador de quatro oscars e 20 grammys.

Via: Projeto Autobahn


Por: Vaquinha

Mococa Bons Momentos: Álbum de figurinhas ‘AMAR É…’ ganha nova versão

March 7, 2012



Conhecer a pessoa dos sonhos pode ser prejudicial à saúde, pois causa frio na barriga, tremedeira nas pernas e, muitas vezes, um incompreensível ataque de criatividade. Tomados pelos sintomas, os enamorados se tornam imediatamente poetas discutíveis ou cantores de gosto duvidoso. Um desses surtos de talento promovidos pela ”paixonite aguda” rendeu Amar é…, álbum de figurinhas que conquistou gerações e acaba de ganhar nova versão, que já está nas bancas de São Paulo. Os americanos Robert e Kim Casali estavam no auge de seu amor quando criaram o casal de peladinhos. Eles começaram a despejar suas mensagens açucaradas no jornal Los Angeles Times, na década de 70, e logo se tornaram uma febre. Amar é… chegou ao Brasil e, poucos anos depois, se tornou item obrigatório para a felicidade de qualquer menina.

“Minha primeira lembrança com o álbum é de quando eu tinha uns 5, 6 anos e comecei a colecionar as figurinhas”, conta a estudante de psicologia Carolline Rangel, 22 anos, que mesmo depois de adulta não perdeu o gosto pelo casalzinho. Ela colecionou e guardou todos os álbuns que surgiram desde então. “Também tenho as edições de 1993, 1996, 2005 e comecei a comprar as figurinhas do álbum atual.”

Assim como a estudante, que não vê problemas em colecionar figurinhas, “pois são um resgate da infância”, o farmacêutico Marcos Pelliciari, 37 anos, também não se envergonha de ser fã incondicional dos peladinhos românticos. Ele gosta tanto das mensagens da dupla que criou uma comunidade no site Orkut para celebrá-las. “Os álbuns de figurinhas eram tão cultuados como hoje são o joguinhos de vídeo game.”

Pelliciari lembra que os outros meninos demoraram para entender sua tática com as mulheres. “Como eu era muito tímido, utilizava as figurinhas Amar É… como um cupido. Os garotos não se conformavam, mas muitos deles aderiram à estratégia quando perceberam que eu estava ficando popular entre as garotas.”

Fonte: Jornal da Tarde


Por: Vaquinha

Mococa Bons Momentos: A FAMÍLIA DINOSSAURO

February 29, 2012



Dino da Silva Sauro é o patriarca da família e trabalha derrubando árvores na companhia de demolição “Isto é assim”, comandada pelo cruel Sr. Richfield. Bonachão e um pouco folgado, Dino adora chegar em casa e fazer um lanchinho preparado pela sua adorável esposa. Sempre que abre a porta de casa grita: “Querida, cheguei”, assim a frase acabou se tornando um dos bordões mais conhecidos no Brasil no início da década de 90.

Fran da Silva Sauro é a simpática matriarca da família e perfeita dona de casa. Muito dedicada, Fran vive apenas para cuidar do marido e de seus três filhos: Bobby, o filho mais velho que apesar do visual radical é um rapaz consciente, responsável e que vive desafiando os tradicionais costumes dos mais velhos; Charlene, a filha do meio que é a típica adolescente, adora música, fazer compras e paquerar os rapazes no shopping, além de ser alienada as causas sociais, afinal está mais preocupada com a sua aparência e a moda da estação; e o endiabrado caçula Baby que está sempre fazendo travessuras com seus irmãos e principalmente com seu pai. Para irritar ainda mais o pobre Dino, Baby não se cansa de repetir as frases: “De novo” e “Não é a mamãe” enquanto bate com a panela na cabeça do pobre pai.

No Brasil

A Família Dinossauro estreou no Brasil em abril de 1992 dentro do programa Xou da Xuxa na Rede Globo. Na época alcançou um grande sucesso, o que o levou também a ser exibida na programação de domingo da Rede Globo. O ápice no sucesso do programa por aqui foi quando em 1993 passou a ser exibido dentro do programa infantil Tv Colosso às 11h30.

Os bordões logo caíram na boca do povo e muitos produtos foram lançados sobre a série, desde chaveiros, livros e canetas até álbuns de figurinhas e até um disco chamado Babymania, que foi gravado pelos dubladores.  A dubladora Marisa Leal, responsável pela voz do Baby ficou conhecida por se apresentar em vários programas de TV falando sobre a série. Saiu da programação global em 1995 após várias reprises.

Em 2003 A Família Dinossauro foi adquirida pelo SBT, também fazendo algum sucesso com exibições na hora do almoço. Ficou alguns anos fora da programação brasileira até que em 2007 a Band resgatou o seriado para exibi-lo em horário nobre e pela primeira vez, ultrapassou mais de 3 pontos naquele horário, marcando 8 pontos de pico e 7 de média, ficando no 3º lugar, segundo o Ibope. 

Via: InfanTv


Por: Vaquinha